Abril foi o primeiro mês, desde outubro de 2021, em que a criação de novas empresas cai face ao período homólogo. Mas nos primeiros quatro meses de 2022 a criação de mais de 17 mil novas empresas representou um crescimento de 21% face ao mesmo período do ano passado. E apesar do aumento do índice de empreendedorismo, este ainda não recuperou valores anteriores à pandemia (2019) com o nascimento de novas empresas, no mesmo período, 14% abaixo.
Estas são parte das principais conclusões da análise Barómetro Informa D&B, que reflete uma subida face a 2021 em quase todos os setores, na criação de empresas, com destaque para os Serviços Gerais (+673 constituições, +38%), Transportes (+564 constituições, +102%), Alojamento e Restauração (+515 constituições, +45%), Serviços Empresariais (+513 constituições, +21%) e Atividades Imobiliárias (+409 constituições, +27%).
O único setor a sofrer uma queda é o Retalho, uma descida que já vinha do mês anterior e que se acentuou em abril, com menos 17% de novas empresas, e na qual pesaram especialmente os subsetores do Retalho de Têxtil e Moda, Generalista, Alimentar e Outros.
A descida verificada no mês de abril, foi concentrada na região Norte (-322 constituições), que corresponde a cerca de 70% do total da queda verificada, e com grande contribuição do setor do Retalho.
A descida nos encerramentos e insolvências mantem-se. Entre janeiro e abril de 2022, encerraram 4 130 empresas, menos 0,6% que no período homólogo, uma descida de apenas -23 encerramentos de empresas. A maioria dos setores de atividade registam valores de encerramento inferiores a 2021. No entanto alguns setores já têm subidas de dois dígitos nos primeiros 4 meses de 2022, como o Retalho (+75 encerramentos, +13%) e Indústrias (+39 encerramentos, +10%).
Também nos 4 primeiros meses de 2022, 550 empresas iniciaram um processo de insolvência, valor que representa uma descida 26% face a 2021 (menos 194 novos processos), mantendo assim a descida ocorrida em 2021. Indústrias, Alojamento e restauração e Retalho são os setores com maior número de insolvências, mas são também aqueles em que este indicador mostra uma maior queda face ao período homólogo.
